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75:1 Damos-te graças, ó Deus, damos-te graças, pois o teu nome está perto; os que invocam o teu nome anunciam as tuas maravilhas.
75:2 Quando chegar o tempo determinado, julgarei retamente.
75:3 Dissolve-se a terra e todos os seus moradores, mas eu lhe fortaleci as colunas.
75:4 Digo eu aos arrogantes: Não sejais arrogantes; e aos ímpios: Não levanteis a fronte;
75:5 não levanteis ao alto a vossa fronte, nem faleis com arrogância.
75:6 Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação.
75:7 Mas Deus é o que julga; a um abate, e a outro exalta.
75:8 Porque na mão do Senhor há um cálice, cujo vinho espuma, cheio de mistura, do qual ele dá a beber; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes.
75:9 Mas, quanto a mim, exultarei para sempre, cantarei louvores ao Deus de Jacó.
75:10 E quebrantarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.
76:1 Conhecido é Deus em Judá, grande é o seu nome em Israel.
76:2 Em Salém está a sua tenda, e a sua morada em Sião.
76:3 Ali quebrou ele as flechas do arco, o escudo, a espada, e a guerra.
76:4 Glorioso és tu, mais majestoso do que os montes eternos.
76:5 Os ousados de coração foram despojados; dormiram o seu último sono; nenhum dos homens de força pôde usar as mãos.
76:6 Â tua repreensão, ó Deus de Jacó, cavaleiros e cavalos ficaram estirados sem sentidos.
76:7 Tu, sim, tu és tremendo; e quem subsistirá à tua vista, quando te irares?
76:8 Desde o céu fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou,
76:9 quando Deus se levantou para julgar, para salvar a todos os mansos da terra.
76:10 Na verdade a cólera do homem redundará em teu louvor, e do restante da cólera tu te cingirás.
76:11 Fazei votos, e pagai-os ao Senhor, vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que deve ser temido.
76:12 Ele ceifará o espírito dos príncipes; é tremendo para com os reis da terra.
77:1 Levanto a Deus a minha voz; a Deus levanto a minha voz, para que ele me ouça.
77:2 No dia da minha angústia busco ao Senhor; de noite a minha mão fica estendida e não se cansa; a minha alma recusa ser consolada.
77:3 Lembro-me de Deus, e me lamento; queixo-me, e o meu espírito desfalece.
77:4 Conservas vigilantes os meus olhos; estou tão perturbado que não posso falar.
77:5 Considero os dias da antigüidade, os anos dos tempos passados.
77:6 De noite lembro-me do meu cântico; consulto com o meu coração, e examino o meu espírito.
77:7 Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?
77:8 Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se a sua promessa para todas as gerações
77:9 Esqueceu-se Deus de ser compassivo? Ou na sua ira encerrou ele as suas ternas misericórdias?
77:10 E eu digo: Isto é minha enfermidade; acaso se mudou a destra do Altíssimo?
77:11 Recordarei os feitos do Senhor; sim, me lembrarei das tuas maravilhas da antigüidade.
77:12 Meditarei também em todas as tuas obras, e ponderarei os teus feitos poderosos
77:13 O teu caminho, ó Deus, é em santidade; que deus é grande como o nosso Deus?
77:14 Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu tens feito notória a tua força entre os povos.
77:15 Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José.
77:16 As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.
77:17 As nuvens desfizeram-se em água; os céus retumbaram; as tuas flechas também correram de uma para outra parte.
77:18 A voz do teu trovão estava no redemoinho; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.
77:19 Pelo mar foi teu caminho, e tuas veredas pelas grandes águas; e as tuas pegadas não foram conhecidas.
77:20 Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.
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